[EXCLUSIVO] Entrevista com o rapper Tweli G

Entrevista Tweli GO rapper e produtor Tweli G, conhecido por fazer a diferença no JRap e JHipHop cristão, nos cedeu um entrevista muito especial. Em nossa conversa ele contou um pouco sobre sua história, sua carreira e ministério. Além de deixar uma pequena mensagem para os brasileiros.

Tweli G

Perfil:
Nome:
Tweli Gichuhi Kaigwa
Idade: 25
Tipo de sangue: A
Hobby: engenharia civil (:D)
Artista favorito: Eu ouço tanta música que eu realmente não tenho um, mas se eu tivesse que dizer um único artista, então seria Lecrae por causa das portas que ele abriu para o evangelho na música, em seguida, Jon Bellion, Kanye West e Ryan Leslie e Timberland e Pharrell.
Música favorita: Outra coisa difícil de responder porque hoje existem tantas músicas com estilos únicos, mas eu ouço muito hip hop, eletrônico, afrobeat, edm, e por ai vai… Eu apenas gosto de boa música, às vezes eu estou em um humor Groovy às vezes um clima frio. Seu tudo sobre as vibrações.

Cecília Bohrer: Conte-nos um pouco de sua história.
Tweli G: Eu nasci em 1990, cresci e vivi em Nairobi, no Quênia até os meus 19 anos, foi quando eu ganhei uma bolsa para estudar no Japão, então me mudei para cá em 2010. Agora vivo e trabalho como engenheiro civil e músico em Tóquio.

Cecília Bohrer: Como é viver no Japão, um país tão distante do Quênia?
Tweli G: Os dois países são diferentes de muitas maneiras. As pessoas, a cultura e o ambiente. Eu sinto muita falta de Quênia porque é onde eu nasci e todos os meus amigos e familiares estão lá. No entanto, existem algumas coisas que você se acostuma aqui no Japão que não podem ser encontrados em qualquer outro lugar, por isso sempre que penso em voltar lembro das coisas que também iria perder. O Japão tornou-se realmente a minha segunda casa.

Cecília Bohrer: Quando você decidiu se tornar cantor?
Tweli G: Eu diria que eu decidi cantar, talvez, quando eu estava no colégio principalmente por causa da influência do meu irmão (a culpa é do Mark rs), que na época trabalhava com música, mas que no ensino médio passou a trabalhar com coisas maiores. Eu nunca me imaginei seguindo a carreira musical. Eu sempre vi nisso um meio de expressar uma parte de mim que eu não podia mostrar através dos canais normais. Era apenas um hobby no início, mas agora tornou-se uma parte de quem eu sou.

Cecília Bohrer: Como foi o início de sua carreira?
Tweli G: Bem, eu não chamaria de uma carreira, mas o momento decisivo, eu diria que é eu foi lançar meu primeiro álbum no iTunes. Este é o que eu chamaria do início da minha viagem.

Cecília Bohrer: Você tem um estilo único, como você o descreveria?
Tweli G: Como eu disse eu escuto muita música. Eu sempre acho que difícil ter um favorito, mas eu diria que meu estilo é baseado na natureza da percussão em ritmos africanos, misturados com sintetizadores eletrônicos e padrões rítmicos do hip hop. Eu sempre achei difícil definir meu estilo, porque sempre que eu estou criando, eu tento recriar uma sensação que tive quando eu estava inspirado por outras obras de arte.

Cecília Bohrer: Quais são as dificuldades de fazer hip hop cristão na Ásia?
Tweli G: Eu não tive a oportunidade de visitar alguns outros países na Ásia, mas no Japão eu sinto  que o maior desafio é o fato de ser estrangeiro. Sou uma anomalia e é difícil para os japoneses aceitar algumas ideologias sobre a vida porque a sua cultura é baseada em ter um sistema de crença comum, onde todos acreditam no que a maioria acredita. Isso cria um cenário em que eles aceitam e apreciam a música, mas não dão espaço para penetrar mais longe, visto que a religião em geral, tem tal estigma em torno dela. No entanto, eu sei que a música permite que a mensagem seja retransmitida várias vezes em locais que muitas vezes eu mesmo não consigo enxergar. Então eu sei que Deus está trabalhando no coração e mente do povo japonês e fornecendo a mais pessoas a oportunidade de encontrar Jesus e a verdade do Evangelho.

Cecília Bohrer: Sua música “Good Day” passa uma mensagem de esperança, liberdade e amor. Como é para você saber que sua música está tocando pessoas ao redor do mundo, incluindo o Brasil?
Tweli G: É totalmente surreal. Eu realmente nunca imaginava que iria mesmo chegar ao Brasil, porque quando eu estava produzindo esta música, o meu foco estava totalmente no Japão. Eu não tinha ideia que pessoas no Brasil iriam ouvir, mesmo não sabendo nada sobre mim. Eu acredito que esta é a beleza da internet.

Cecília Bohrer: Onde vem as ideias para suas músicas? E para o MVs?
Tweli G: Eu componho como se estivesse escrevendo para mim. Às vezes eu posso entrar em minha própria cabeça e pensar muito sobre as coisas , e na maior parte do tempo eu me imagino cantando as músicas para meu reflexo no espelho. Isto me permite canalizar a positividade mais intimamente. Acho que é porque na realidade eu estou fazendo uma música para mim.
Quanto aos MVs eu vejo vários curtas-metragens e animações no Vimeo. Há tantas obras inspiradoras lá. Entretanto, na maioria das vezes, eu apenas  faço o que vem na mente naquele momento.

Cecília Bohrer: Quais são suas influências musicais?
Tweli G: Minhas influências japonesas são aklo, salu, monkey majik, shimizu shota, AI e qualquer coisa produzida por bachlogic. Já, as africanas são maia von lekow, elani, e-sir, ecko dida, juliani, angelique kidjo, eric wainaina, Sauti sol, Harry Kimani e vários outros.

Cecília Bohrer: O que você sente quando pisa no palco?
Tweli G: Primeiro nervoso, mas uma vez que ouço as batidas, sinto uma sensação de queimação no peito, sinto-me em movimento. Animado.

Cecília Bohrer: Qual foi o melhor momento da sua carreira? E o mais difícil?
Tweli G: Melhor momento – pergunta muito difícil. Devo dizer que o melhor ainda está por vir. Minha música ainda está evoluindo e ainda há muito a ser feito.
Momento mais difícil – acho que é trabalhar no meu novo álbum e fazer “malabarismos” para manter meus outros projetos. Meu novo álbum exige muito foco e energia, e realmente não tenho uma grande equipe trabalhando comigo. A carga de trabalho é grande, mas o tempo é escasso.

Cecília Bohrer: Já pensou em fazer algum show no Brazil?
Tweli G: Eu adoraria fazer um show no Brasil. Isso seria incrível.

Cecília Bohrer: Quais surpresas os fãs podem esperar para 2016 e 2017?
Tweli G: Nova música. Novos trabalhos e colaborações. Espero lançar meu novo álbum no final de 2016 ou no início de 2017, está demorando, mas este será um grande trabalho e acredito que os fãs vão gostar. Também vou lançar novos MVs.

Agora assista um recado especial do Rapper:

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